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Edifício que “come poluição” promete ser a sensação da Expo2015

Um edifício capaz de purificar o ar será uma das grandes inovações apresentadas na Expor 2015, mostra de cultura e tecnologia que será sediada em Milão, no norte da Itália, de 01 de maio a 31 de outubro do ano que vem, e que reunirá representações de 180 países.

O prédio de seis andares, com capacidade para gerar sua própria eletricidade, foi projetado para ser o pavilhão da Itália na tradicional exposição mundial, que desde 1851 costuma deixar legados para as cidades que a recebem, como o Palácio de Cristal, em Londres; a Torre Eiffel, em Paris, e o Pavilhão das Nações, em Lisboa.

O edifício que “come poluição” será construído com um cimento especial recoberto com um princípio ativo que, quando atingido por raios ultravioletas, quebra as partículas orgânicas e inorgânicas presentes no ar e as transforma em sais inofensivos ao homem e à natureza.

A tecnologia já é usada em menor escala num hospital na cidade do México, uma das metrópoles mais poluídas do mundo, mas pela primeira vez será apresentada numa exposição mundial.

Batizado de Palazzo Itália, o pavilhão italiano foi concebido para imitar uma floresta urbana.

A fachada externa será composta por mais de 900 painéis que formam uma textura geométrica, criando contornos de luz e sombra no pavilhão.

Inspirado pelas aldeias tradicionais de Itália, a estrutura interna do edifício assume a forma de uma praça central rodeada por quatro blocos adjacentes, com espaço para exposições, eventos, escritórios e salas de reunião.

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O cimento biodinâmico que será usado na construção foi patenteado pela italiana Italcementi.

A argamassa é composta por 80% de agregados reciclados, incluindo resíduos de mármore, que proporcionam um brilho superior em comparação com cimentos brancos tradicionais.

A tecnologia é semelhante à usada na construção do Hospital Torre de Especialidades, em funcionamento desde 2006 na cidade do México, capaz de neutralizar a poluição causada por 8750 carros por dia.

Pelos cálculos da fabricante do concreto, se 15% das superfícies urbanas fossem feitas com esse tipo de cimento, a poluição do ar poderia ser reduzida em até 50%.

O problema ainda é o custo, 10% superior ao do cimento convencional.

Por Antônio Martins Neto

Veja abaixo a reportagem da CNN sobre o hospital mexicano.

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