Social

A importância da inclusão dos portadores de deficiência na luta contra a pobreza

 

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O Banco Mundial e a Organização Mundial de Saúde publicaram um relatório conjunto este mês em que estimam em um bilhão o número de pessoas com deficiência em todo o mundo.

Desse total, entre 50 milhões e 84 milhões apenas na América Latina.

O documento indica ainda que essas pessoas estão ameaçadas pela pobreza justamente devido à deficiência que possuem.

Segundo cálculos do Banco Mundial, as taxas de deficiência são mais altas entre os mais pobres do que no resto da população.

Portanto, facilitar o acesso dessas pessoas às escolas, às empresas e a locais públicos é uma questão de direito e também de combate à pobreza.

Em 2009, o Brasil ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada em 2006.

O país se comprometeu a seguir as diretrizes expressas no documento como política para incluir as pessoas com qualquer tipo de deficiência.

Essa política se concretiza com boas calçadas nas cidades, rampas de acesso para cadeirantes e sinais sonoros para deficientes visuais.

Além disso, os portadores de deficiência devem ter suas potencialidades desenvolvidas de forma a usufruir de tudo o que a educação pode proporcionar e contribuir para a economia de forma produtiva.

Só assim é possível fugir do cenário atual descrito no relatório do Banco Mundial e da OMS e reproduzido abaixo.

“Os deficientes têm mais probabilidades de experimentarem situações socioeconômicas adversas, tais como menor nível educacional, piores condições de saúde, alto desemprego e taxas mais elevadas de pobreza”.

Ouça abaixo a coluna Mundo Possível desta terça-feira, 22 de dezembro de 2015, na Rádio Jornal.

Por Antônio Martins Neto

Editor do Blog Mundo Possível

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